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Montado há já cerca de 5000 anos, e considerado
o mais antigo cavalo de sela do Mundo, este animal foi selecionado
como cavalo de guerra e deste núcleo foram levados animais
para os exércitos de Cartágo, de Esparta, e para
os hipódromos de Roma.
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Cavalo de “sangue quente” como o Puro Sangue Inglês
e o Puro Sangue Árabe, o Puro Sangue Lusitano é
o produto de uma seleção de milhares de anos,
o que lhe garante uma “empatia” com o cavaleiro,
superior a qualquer raça moderna. Selecionado como cavalo
de
raça e de combate ao longo dos séculos, é
um cavalo versátil, cuja docilidade, agilidade e coragem
lhe permitem hoje competir em quase todas as modalidades do
moderno desporto eqüestre, confrontando-se com os melhores
especialistas.As corridas de touros podem ser consideradas como
a versão moderna da equitação da “Gineta”,
que tanta fama e louros conseguiu para os
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exércitos que a utilizaram durante os tempos das guerras.
O Cavalo Ibérico, com a forma (padrão da raça)
que tem atualmente, mantém-se semelhante aos seus ascendentes,
como o demonstra, a aparência com as antigas estátuas,
gravuras e descrições que chegaram aos nossos dias remontando
à pré-história Ibérica, tendo passado
pelos períodos dos Romanos, pela Idade Média e pela
Renascença. As suas capacidades naturais tem como origem aquelas
descritas e tão louvadas pelos historiadores, pretendendo os
criadores que venham a ser melhoradas com a introdução
de provas morfo-¬funcionais. (Quase todas as raças modernas
de cavalos de sela têm sangue do Cavalo Ibérico.)
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Foi
o produto deste minucioso processo de criação
e seleção que, inclusive, veio a dar origem
a algumas das principais raças de cavalos brasileiras
no início do século XIX. Em 1808, com a transferência
da Corte de Dom João VI para o Brasil — fugindo
das tropas de Napoleão — à Colônia
foi elevada a Reino, ao lado de Portugal. Na bagagem, além
das armas e brasões, a família real trouxe alguns
de seus principais tesouros, entre eles, exemplares da Coudelaria
Real de Alter do Chão. Baseados, principalmente, na
Coudelaria Real de Cachoeira do Campo, próxima a Ouro
Preto, Minas Gerais — construída nos moldes da
própria Coudelaria |
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de
Alter - apadrinharam cruzamentos que, posteriormente, deram origem
às raças Mangalarga e Campolina.
Segundo vários autores, o fator que mais pesou na diferença
que existe nos nossos dias entre o Cavalo Lusitano e o Andaluz, teve
a sua origem no fato de, no princípio do século XVIII,
ter aparecido na Espanha o toureiro a pé, como revolta popular
pela proibição imposta pelo Rei Filipe V das corridas
de touros. A partir daí, com a menor utilização
do cavalo Andaluz para o toureio, passou a sua seleção
a apontar no sentido de um cavalo de tiro ligeiro e de passeio, enquanto
que em Portugal se manteve a criação no sentido de produzir
bons cavalos de toureio.
Desde 1967, por acordo estabelecido entre os criadores Portugueses
e Espanhóis, os Livros Genealógicos foram separados,
levando os criadores dos dois países a seguirem trajetórias
paralelas, com métodos de seleção e classificação
próprios.
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| O
Livro Genealógico da Raça Lusitana foi entregue à
Associação Portuguesa de Criadores de Raças Seletas,
passando em 1990 para a Associação Portuguesa de Criadores
do Cavalo de Puro Sangue Lusitano – www.cavalo-lusitano.com
nesse ano criada para se dedicar exclusivamente á divulgação
e defesa do Cavalo Lusitano. A institucionalização oficial
do Stud-Book (www.associacaolusitano.org.br)
da Raça Lusitana, foi sem dúvida, um passo decisivo,
no progresso da mesma, ao condicionar a admissão de reprodutores
aos requisitos mínimos do respectivo padrão, dando origem
a um generalizado e criterioso trabalho de seleção,
facultando o |
conhecimento aprofundado das genealogias (linhagens), permitindo perpetuar
e tirar partido das linhas formadas a partir da insistência
em determinar reprodutores (emparelhamento em linha). Aliás
para um processo zootécnico eficaz e relativamente rápida
há evidente vantagem em aspectos que interessam ao criador,
nomeadamente na pureza e uniformidade da raça e na conseqüente
prepotência dos reprodutores obtidos.
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Só são inscritos potros filhos de animais já
aprovados como reprodutores e aos quais já tenha sido feito,
testes de confirmação da paternidade. A obrigatoriedade
deste teste para inscrição dos potros, vem dar uma ainda
maior credibilidade ao Stud-Book, pois torna completamente interdita
a entrada de animais de sangue exterior à raça. Ao atingirem
a idade adulta, os animais são submetidos a uma inspeção
realizada por uma Comissão de Peritos da Raça, e caso
atinjam os parâmetros mínimos estabelecidos, passarão
ao Livro de Reprodutores, podendo assim os seus filhos ser inscritos
no Livro. A este ciclo que rege o normal funcionamento do Livro Genealógico
da Raça Lusitana, têm vindo a ser adicionadas provas
funcionais.
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| No
limiar do ano 2000 o Puro Sangue Lusitano volta a ser procurado como
montada de desporto e lazer, e como reprodutor, pelas qualidades de
caráter e antigüidade genética. A sua raridade
resulta de um pequeníssimo efetivo de cerca de 2000 éguas
produtoras. Em Portugal, berço da raça, estão
apenas em produção cerca de 1000 éguas, no Brasil
600, na França 200, distribuindo-se as restantes pelo México,
Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Itália, Canadá
e Estados Unidos da América. |
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